20 Janeiro 2012
16 Janeiro 2012
19 Dezembro 2011
PRÊMIO
O Prêmio Ibram de Arte Contemporânea 2011 busca ampliar, estimular, viabilizar práticas artísticas contemporâneas e fomentar o processo artístico nacional. 5 artistas emergentes e 5 artistas estabelecidos foram contemplados por esse prêmio, que tem como objetivo selecionar projetos para produção de obra inédita.
Premiados:
Artistas Emergentes
Amilcar Packer
Chico Amaral
Gizele e Silva Camargo
João Castilho
Pedro Motta
Artistas Estabelecidos
Anna Bella Geiger
Luiz Cesar Monken
Marilá Dardot
Paula Trope
Vera Chavez Barcellos
07 Dezembro 2011
03 Dezembro 2011
EXPOSIÇÃO
O projeto Zip’Up ganha novas dimensões e ocupa o salão expositivo principal da Zipper Galeria a partir de 3 de dezembro. Com curadoria deMario Gioia, participam da mostra Território de Caça os artistas Estela Sokol (Zipper Galeria), João Castilho (Zipper Galeria), Felipe Cama,Felippe Moraes, Fernanda Barreto, Manoel Veiga, Mariana Tassinari, Marina Camargo, Maura Bresil, Raquel Versieux eShirley Paes Leme. A proposta central da exposição é discutir a land art de modo expandido, considerando sua influência e seu legado especialmente sobre artistas emergentes.
Surgida no final da década de 1960, nos Estados Unidos, a land art foi um movimento artístico no qual paisagem e obra de arte eram inextrincavelmente ligados. Era também um protesto contra a artificialidade, a estética plástica e a comercialização implacável da arte feita à época. Por suas características, a land art só poderia ser usufruída de maneira fragmentada em galerias de arte e museus, através de registros fotográficos, em vídeo ou projetos.
Estela Sokol exibe fotografias da série Secret Forest. Durante sua residência artística na Áustria, Sokol pôde experimentar a influência de sua cor-luz (cores brilhantes e fluorescentes, que tingem os arredores ao refletir a luz) sobre o branco absoluto da neve.
O políptico Peso Morto, de João Castilho, exibe paisagens áridas com uma característica central: os montes de pedras – estejam em espaços desérticos, em frente às casas ou, literalmente, no meio do caminho. Essa matéria em descanso guarda mistérios sobre tempo, fronteiras, sertão e viagem. Como em muitos outros de seus trabalhos, o artista assume-se como andarilho, como viajante.
Felipe Cama apresenta After Turner “Chichester Canal” (Street View), impressão em metacrilato de uma paisagem criada a partir da imagem do local original da pintura Chichester Canal de Turner, como encontrada atualmente no Google Street View.
No vídeo Dos Templos, de Felippe Moraes, um espelho de moldura rebuscada engana nosso discernimento por estar colocado sobre a grama, de modo a refletir o céu. Esta intervenção simples nos convida a transcender a percepção cotidiana.
Fernanda Barreto apresenta Confluência, obra na qual pedaços de imagens de satélite de diversos rios foram apropriadas da ferramenta Google Earth e justapostas, formando um único curso. A publicação A Lua, de distribuição gratuita, reproduz páginas de um livro sobre nosso satélite natural, datado de 1966. Intervenções em grifo amarelo são feitas sobre algumas frases, evidenciando tempo e espaço hipotéticos.
Em séries de fotos feitas na Jordânia, Mariana Tassinari cria intervenções cromáticas por computador, sugerindo novas paisagens, novas cores para o céu. A artista participa ainda com a série de fotografias Campo em Branco, tomadas no mesmo país. Nesta série, ela captura a interferência da esfera de sinalização dos fios de alta tensão sobre a paisagem que lhe serve de pano de fundo – conforme a artista se move, a esfera muda sua localização sobre as montanhas.
Marina Camargo interpreta a paisagem não apenas visualmente, em obras como Lugar: Tacuarembó (o letreiro da entrada da cidade, criado pela artista ao estilo de Hollywood, invade o cenário e é encoberto pela relva alta e indomada neste trabalho recém-exposto na Bienal do Mercosul), mas também através do som, com a obra sonora Paisagem com Ondas.
Hubble, de Manoel Veiga, trata da apropriação de imagens “siderais” do potente telescópio de mesmo nome. O artista comenta que “a forma como construo o espaço nesta série é bem semelhante à da [minha] pintura, saiu dela, e assim crio um novo espaço-paisagem fictício usando o próprio cosmos como matéria-prima”. O artista comenta, ainda, que os fenômenos físicos que atuam sobre sua pintura (gravidade, difusão, etc.) configuram, de maneira similar, a paisagem.
A sala no andar superior é ocupada pela instalação de Maura Bresil. Uma impressão fotográfica da água rasa e da areia da praia foi colocada pela artista à beira do mar para que sofresse sob os efeitos desgastantes da água, do sol e da areia. O registro fotográfico desse acontecimento é trazido para a galeria e simulado novamente através de cânulas de água, que corroem a impressão fotográfica pouco a pouco.
A fim de debater o controle sobre a paisagem e “permitir a Arte através das Ciências Naturais”, Raquel Versieux construiu uma máquina de erosão, na qual camadas de terra de diferentes cores sofrem sob a ação da água todos os dias, mudando a paisagem e a configuração da galeria diariamente.
Shirley Paes Leme também participa da exposição, prestando caráter histórico à mostra. Registros fotográficos do projeto Formas Lúdicas no Espaço, realizado em 1979 em Uberlândia, estarão na galeria. Tratava-se de uma instalação permanente em área pública a céu aberto, composta de 30 estruturas de grande porte, utilizando madeira e corda de sisal. O projeto nasceu a partir da observação das brincadeiras que as crianças faziam na rua ou nos quintais de suas casas.
A exposição Território de Caça fica em cartaz até o dia 14 de janeiro de 2012, quando haverá o lançamento do catálogo Zip’Up 2011, que reúne material sobre as sete mostras do projeto e debate com o crítico Mario Gioia e artistas participantes.
22 Novembro 2011
01 Novembro 2011
Mal dos Trópicos
Paredes desgastadas em um quintal aos fundos. Cabides pendendo de um suporte. Ventiladores num teto esburacado. Um mosquiteiro com rendas enredado nele mesmo. Luzes de lâmpadas, do sol a banhar um quarto, da transmissão de uma TV.
Tais elementos, fragmentados em azul, branco, verde e vermelho, pontuam fortemente o enigmático, fugidio e polissêmico conjunto de imagens apresentado em Hotel Tropical, do artista mineiro João Castilho. Capturadas durante anos nas viagens dele por todas as regiões do país, exceto a Sul, e no Mali, tais imagens funcionam como um arquivo de tipologias variadas desses espaços transitórios de hospedagem, onde as noções de abrigo e aconchego são almejadas, mas se entrecruzam com a percepção de impessoalidade e de frieza dos não lugares.
O artista lida com uma atmosfera em que o não dito, as impressões rarefeitas e as narrativas abertas catalisam a beleza das fotoinstalações que constituem a primeira individual em São Paulo – admirado e conhecido por seus pares na cidade, pela marcante participação em coletivas como Geração 00 – A Nova Fotografia Brasileira, com curadoria de Eder Chiodetto, em 2011, e Paisagem Submersa, em conjunto com Pedro Motta e Pedro David, exibida em 2008 e publicada em livro da editora Cosac Naify.
Vale para Hotel Tropical o que Paul Graham, em fórum de fotografia do MoMA, em 2010, diz perceber em parte da produção fotográfica contemporânea, uma certa imprecisão, que, no entanto, reforça o aspecto “acidental” e permeável ao mundo de tal campo expandido da linguagem. Ao mesmo tempo, o artista tenta traçar algum domínio sobre esse território movediço, um controle que se revelará ao final malogrado (e nem por isso menos rico).
“O problema é que, enquanto é possível discutir o que Jeff Wall fez em seus tableaux de cenas de rua elaboradamente encenadas, como explicar o que
Garry Winogrand fez em uma rua de verdade em Nova York, quando ‘apenas’ tirou uma foto? Ou, então, o que Stephen Shore criou com sua imagem impassível de um cruzamento em El Paso? Qualquer pessoa que tenha um pouco de sensibilidade sabe que eles fizeram algo ali, e algo absolutamente notável, mas... o quê? Como articular esse ato criativo fotográfico único e expressar o que ele significa de maneira que o mundo da arte, altamente sintonizado com a criação sintética – aquele tipo de trabalho em que se dá a ver muito claramente o envolvimento do artista na criação das cenas fotografadas –, possa apreciar a fotografia séria que busca engajar-se no mundo como ele é?”1, questiona o artista britânico.
Essa zona intersticial na qual Castilho se situa encontra eco em âmbito global na poética instável de nomes diversos, como a produção fotográfica do alemão Wim Wenders, em registros como Parede em Paris, Texas (2001), e da também alemã Uta Barth, em séries como Perto de Nada ou PN (1999). “Cabe a nós determinar a significação de um motivo, sabendo que deve ter algum, pois o artista o fotografou e, com isso, destacou-o como significativo”2, comenta a pesquisadora Charlotte Cotton. Séries silenciosas do sul-africano Moshekwa Langa, como Sem Título, de 2005-06, também traçam paralelo com Hotel Tropical. Langa retrata lugares e objetos absolutamente triviais – um tapete, um balde num canto, uma cortina –, mas que estão impregnados de vivências e que pedem uma continuação da narrativa por cada observador que vê tais imagens.
A falência de um projeto utópico de modernidade não foge das lentes de Castilho, que elege essas edificações algo improvisadas como locus destacado de seu comentário sobre a fragilidade das coisas e do viver. Nisso, Dolphin Estate, série de 2008 da nigeriana Otobong Nkanga, dialoga com Hotel Tropical. Um conjunto de habitações populares feito às pressas e entregue incompleto é tomado por caixas d’água, antenas e cabos, num aglomerado multicolorido, colocados posteriormente pelos moradores de tal subúrbio africano. Nkanga registra os vazios, as diferenças cromáticas e o tom
de gambiarra que domina o bairro. Interessante notar que as séries de Nkanga e Langa foram mostradas no ano passado na 29ª Bienal de São Paulo, cujo eixo curatorial unia arte e política. Assim, Hotel Tropical e os dois recortes citados podem ser lidos numa chave em que o experimental não pode ser dissociado do político.
Hotel Tropical cria uma cartografia própria na sala Zip’Up, instalando-se de modo não regular pelo espaço expositivo. “São quatro movimentos, movimentos são intensidades. Eles vibram em uma certa frequência, que no caso da fotografia é cromática. Esses são os blocos de cor. No caso d0 posicionamento das imagens para formar os blocos, o que tinha em mente eram as plantas dos hotéis onde essas fotografias foram realizadas. Plantas mentais, já que nunca tive nenhuma delas na mão. Essas construções têm a capacidade de desenvolver tentáculos que vão se estendendo pra cima, para os lados, para baixo. Foram esses movimentos que tentei passar para os blocos”, afirma o artista.
Castilho aponta itinerários ao público, que extrai dados indiciais e pouco rígidos para montar sua própria narrativa. “Um caco de imagem, uma imagem encontrada, uma imagem guardada, uma imagem esquecida, uma imagem escondida, uma imagem descartada, uma imagem apenas”, define ele. Registros e construções que poderiam ser afetados por uma luz cegante, mas que são tomados por um outro tipo de luz, menor, no entanto nem por isso menos vital.
Mario Gioia
TOLEDO, Beatriz (org.). Humble, Silent and Unexplainable. Galeria Virgilio, São Paulo, 2011
COTTON, Charlotte. A Fotografia como Arte Contemporânea. Martins Fontes, São Paulo, 2010, p. 115
27 Outubro 2011
09 Outubro 2011
EXPOSIÇÃO na Pinacoteca
Participam da exposição:
PAREDE
Alair Gomes, Alex Flemming, Alice Brill, A. Saggese, Arnaldo Pappalardo, Barbara Wagner, Bob Wolfenson, Carlos Fadon Vicente, Cassio Vasconcellos, Celso Brandão, Cesar Barreto, Chico Albuquerque, Cia de Foto, Claudio Edinger, Cristiano Mascaro, Cristina Guerra, Dirceu Maués, Edouard Fraipont, Eduardo Salvatore, Eduardo Simões, Elza Lima, Eustáquio Neves, Evandro Teixeira, Fernando Lemos, Francisco B. Martins Ferreira, Fred Kleemann, Gal Oppido, Gaspar Gasparian, Geraldo de Barros, German Lorca, Hidelgard Rosenthal, Iatã Canabrava, J.R. Duran, Jair Lanes, Jean Lecocq, Jean Manzon, João Castilho, Jorge de Lima, José Medeiros, José Oiticica Filho, Juan Esteves, Juca Martins, Kenji Ota, Klaus Mitteldorf, Luiz Braga, Luiz Tripolli, Marcel Gautherot, Marcio Scavone, Mariano Klautau, Mario Cravo Neto, Michelle Rizzo, Milton Montenegro, Monica Vendramini, Nair Benedicto, Otto Stupakoff, Pablo di Giulio, Paulo Leite, Pedro Palhares, Pedro Vasquez, Penna Prearo, Pierre Verger, Raul Garcez, Rosangela Rennó, Sabrina Pestana, Stefania Bril, Theodor Preising, Thomaz Farkas, Tiago Santana, Valdir Cruz.
VITRINE
Araquém Alcântara, Boris Kossoy, B.J. Duarte, Carlos Henrique do Souto, Cao Guimarães, Clóvis Loureiro, Emidio Luisi, Fernando Schimit, Gal Oppido, German Lorca, José Medeiros, Leopoldo Plentz, Luiz Carlos Felizardo, Marcelo Krasilsic, Marcio Lima, Mario Cravo Neto, Miguel Chikaoka, Orlando Brito, Paulo Veloso, Peter Scheier, Roberto Cecato, Ronaldo Entler, Valdir Cruz, Vicente Sampaio, Walda Marques.
07 Outubro 2011
MOSTRA
Biblioteca Central da UFMG expõe coleção especial Livros de Artista
Texto: EBA-Comunicação
Até 4 de novembro pode ser visitada no 4º andar da Biblioteca Central da UFMG, no campus Pampulha, a mostra Conversações – Coleção Especial Livros de Artista, que dá ao público a oportunidade de conhecer itens da única coleção especial de livros de artista no país a fazer parte de uma biblioteca universitária. O horário de visitação é de segunda a sexta-feira, das 8 às 21h. O curador, professor Amir Brito Cadôr, fará uma palestra aberta ao público no dia 21 de setembro, às 17h, no mesmo local.
Os livros de artista são uma espécie de livros-objeto que vão além do conceito livro para se assumirem como objetos de arte. São objetos únicos, produzidos por artistas, e possibilitam a aproximação real, tátil e visual com a produção do artista. Compõem a mostra Conversações livros de artista de alunos, ex-alunos e professores da Escola de Belas Artes da UFMG reunidos seja por semelhanças formais, temáticas ou até mesmo uma aproximação promovida pelos títulos das obras. A exposição conta também com um espaço de leitura, em que algumas publicações ficam disponíveis para consulta local.
Formada em novembro de 2009 por iniciativa dos professores Maria do Carmo Freitas Veneroso e Amir Brito Cadôr, a coleção especial Livros de Artista conta com mais de 180 títulos de artistas brasileiros e estrangeiros. Participam da mostra os alunos e ex-alunos (graduação e pós-graduação) João Castilho, Letícia Weidusthadt, Louise Ganz, Marco Antonio Mota, Paola Rettore e Paulo Nazareth e os professores Amir Brito Cadôr, Mabe Bethônico, Marcelo Kraiser e Mario Azevedo.
Outras informações e agendamento de visitas orientadas pelo telefone (31) 3409-4615 ou pelo e-mail colesp@bu.ufmg.br . O site da coleção é o Seminário Livro de Artista
22 Setembro 2011
REDEMUNHO na China
3RD DALI INTERNATIONAL PHOTOGRAPHY EXHIBITION
Opening 25th October
Fuxin Road Exhibition Center
Dali City
Yunnan, Kunming
China
Mais da programação aqui
21 Setembro 2011
LEILÃO Paraty em Foco
da série Lote Vago
40 x 60 cm
C Print
2007
3/5
+ Leilão
Data: 24 de setembro
Horário: 19H/20h30 [sábado]
Onde: Casa da Cultura [R. Dona Geralda 117]
Data: 24 de setembro
Horário: 19H/20h30 [sábado]
Onde: Casa da Cultura [R. Dona Geralda 117]
Paraty | RJ
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